Segundo um estudo publicado na revista Scientific Reports, a luz azul emitida pela tela dos celulares e por outros dispositivos eletrônicos provoca a morte das células fotorreceptoras sensíveis à luz, uma das causas da Degeneração Macular, uma condição incurável que causa cegueira.

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A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença que acomete pessoas, principalmente, a partir dos 60 anos. Porém, segundo os pesquisadores, o contato constante com a luz azul pode acelerar esse processo, uma vez que ao atingir a retina ela provoca reações que destroem as células fotorreceptoras, que não se regeneram, ou seja, o dano é irreversível. “A DMRI ocorre em uma parte da retina chamada mácula – pequena área no centro da retina, que permite que uma pessoa possa ver detalhes e que leva à perda progressiva da visão central”, destaca o oftalmologista Dr. Ronaldo H. Nami.

As células sensíveis à luz da mácula, conhecidas como fotorreceptores, convertem a luz do campo visual em impulsos elétricos e, em seguida, transferem os impulsos para o cérebro através do nervo óptico. A perda da visão central na DMRI ocorre quando as células fotorreceptoras na mácula são degeneradas. É aí que se encaixa essa questão da luz azul dos celulares.
Além disso, os cientistas também descobriram que, em laboratório, a luz azul é capaz de causar a morte de células de outras partes do corpo, como as cardíacas e os neurônios, por exemplo. “Muitas pessoas não sabem que têm degeneração macular até que tenham um problema na visão perceptível (quando a doença já se agravou) ou até que a DMRI seja diagnosticada durante uma consulta de rotina com o oftalmologista”, completa Nami.

Como medidas de prevenção, o especialista recomenda o uso de óculos com lentes que possam filtrar luz UV e luz azul, assim como evitar usar equipamentos eletrônicos no escuro, para diminuir os riscos de danos à visão. E, claro, procurar um oftalmologista uma vez ao ano para um check-up dos olhos.